Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/05/2022
Como proposto pelo filósofo Friedrich Hegel, o estado tem o dever de proteger os seus filhos. Entretanto, quando analisamos os desafios no combate a pobreza menstrual no Brasil, observamos que isso não ocorre. Nesse sentido, nota-se uma falha no que tange a Insuficiência legislativa e o Tabu envolta da menstruação.
Primeiramente, como caracterizado por Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto, garantindo os direitos necessários para uma vida digna, entre as pessoas de uma sociedade. Todavia, ao analisarmos a legislação brasileira não encontramos leis sancionadas, que visam, prioritariamente, o combate à pobreza menstrual, mostrando uma insuficiência legislativa. Isso é, a política de um país que não tem leis contra um problema que afeta cerca de 11,3 milhões de seus habitantes, como mostram pesquisas feitas pela Johnson & Johnson Consumer Health, não consegue, nem está cumprindo com suas funções.
Além do mais, em Absorvendo o Tabu, documentário que se passa na Índia e fala sobre o tabu menstrual que aumenta a dificuldade em se obter absorventes e como isso afeta as vidas das pessoas que menstruam, que muitas vezes precisam se absterem de coisas, como frequentarem escolas, por decorrência disso. Da mesma forma isso ocorre no Brasil, mostrando que a pobreza menstrual afeta mais do que inicialmente é mensurável, obstruindo até mesmo direitos como o acesso a educação e é alavancado pelo tabu envolta da menstruação. Isso pois, combater algo que não se pode falar facilmente sobre, é algo, quase, impossível.
Urge, portanto, que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos elabore
leis que visem implementar o fácil acesso a produtos de higiene intima, como absorventes, em postos públicos e escolas, ademais, implemente que instituições públicas e privadas forneça-os para funcionários e clientes. Além disso, que o Ministério da Educação, juntamente com a Mídia, elabore projetos que combatam o Tabu menstrual, por meio de palestras ministradas em escolas, que incluam todos os gêneros, por profissionais, como médicos, e a criação de campanhas informativas vinculadas aos canais midiáticos, podendo-se criar uma hashtag vinculada as redes sociais, que integrem a população neste combate. Desse modo, como proposto por Hegel, o estado pode, finalmente, proteger os seus filhos.