Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/05/2022

Uma a cada cinco meninas deixam de ir à escola por causa da menstruação, segundo o site de notícias Uol. Desse modo, evidencia-se que a falta de produtos higiênicos são motivos que levam essas adolescentes a deixarem de estudar, algo preocupante tanto na questão da educação quanto na saúde. Logo, a desigualdade social e seus efeitos nocivos à sociedade são fatores que agravam o problema da pobreza menstrual vivenciada por grupos vulneráveis.

Nessa perspectiva, é nítido que a desigualdade social é uma condição que desfavorece diversos grupos, inclusive as mulheres que sofrem com o período menstrual. Assim, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em suas residências no Brasil. Dessa forma, é visível que a ausência de absorventes está intimamante ligada a vulnerabilidade econômica das mulheres, de modo que a falta de produtos de higiene íntima são artigos de luxo para esse grupo. Assim, infelizmente, a pobreza menstrual traz consequências desumanas.

Outrossim, a desinformação sobre os corpos é algo que traz efeitos negativos para o público feminino. Destarte, o filme “Absorvendo o tabu”, da Netflix, mostra a realidade de mulheres indianas que convivem com a miséria menstrual, além de evidenciar os tabus que a menstruação causa. À vista disso, parte da população feminina que vive com poucos recursos fiananceiros usam metódos arcaicos, como a utilização de panos, jornais e miolo de pão. Diante disso, os improvisos para conter o sangue podem proliferar doenças e bactérias, o que diminui a qualidade de vida dessa população escassa de recursos higiênicos.

Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, devem distribuir produtos de higiene pessoal, como absorventes e sabonetes nas escolas. Logo, a ação acontecerá por meio da divulgação midiática, na propagação de palestras que serão feitas no ambiente escolar para melhor orientar as estudantes. Dessa maneira, com o auxílio dos profissionais, as chances de alguma estudante sofrer com a evasão escolar por pobreza menstrual é pequena. Espera-se, com isso, a diminuição da pobreza menstrual na sociedade, e a ampliação de mulheres mais seguras sobre os seus corpos.