Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/05/2022

A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância dos direitos serem mantidos na sociedade. Contudo, ao analisar a pobreza menstrual em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela falta de investimentos e pelo individualismo promove mais um impasse entre os cidadãos no país.

A princípio, é incontestável que a falta de investimento está entre as causas da negligência da questão menstrual. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no pode, o Governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, o estado rompe essa paridade, visto que o abandono dessas mulheres infelizmente é uma realidade no país já que muitas não têm condições de arcar com as despesas necessárias para a higiene pessoal. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio da isonomia no qual todos devem ser tratados a fim de estabelecer o bem-estar social.

Outrossim, é imperativo destacar a falta de empatia como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Nessa lógica, Zygmunt Bauman expressa que, em tempos de modernidade líquida, as relações se formam com rapidez e inconstância e, consequentemente, o descaso com o próximo se tona ordinário. De fato, o pensamento do sociólogo reflete como a pobreza menstrual é um problema acarrentado pelo individualismo pois a população está focada em seus próprios interesses e esquecem de olhar com empatia para pessoas que estão em um momento mais frágil. Logo, é inaceitável que a volatilidade impacte os indivíduos de modo a desorganizar as esferas da vida social como o amor ao próximo.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Para isso o governo, por meio de verbas que serão repassadas para as escolas, deve fazer a distribuição de absorventes gratuitos para jovens pobres. Nesse sentido, o fito de tal ação é o combate da pobreza menstrual. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado no Brasil.