Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 21/06/2022

No contexto atual, a pobreza é um dos maiores transtornos da contemporaneidade. Entretanto, na área da saúde destaca-se a precariedade em relação à saúde da mulher. Logo, lugares com maior índice de pobreza e com um grande número de mulheres agrupadas, como o presídio feminino acabam sendo os pioneiros desse impasse

Nesse contexto, enfatizamos que de acordo com a FGV Social, quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil. Assim, milhares de mulheres acabam recorrendo à métodos perigosos para conter o fluxo sanguínio, como o uso de alimentos introduzidos nos órgãos genitais a fim de evitar que o sangue escape, o que pode levar à infecçoes graves e até algo mais sério. Eventualmente, elas acabam utilizando esses métodos prejudiciais, pois não tem condições de comprar um pacote de absorvente.

Paralelo a isso, entendemos que nos presídios feminos, a realidade também é bastante precária no que diz respeito a higiene feminina. Segundo um levantamento em dois mil e vinte, apenas 5 de 21 penitenciárias em São Paulo distribuíram quantidade adequada de absorventes. Logo, percebe-se o pouco caso do Estado com as detentas, fazendo com que elas usem alimentos, papelão, jornais e outros meios para controlar o fluxo.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para tanto, urge que, a fim de garantir um serviço de saúde de qualidade a todas as mulheres, o Ministério da Saúde, por meio do direcionamento de verbas governamentais, crie centros especializados no atendimento à mulher, com a distribuição de kit básicos de alimentos, especialmente nas áreas com maior índice de desigualdade. Ademais, o Ministério da Educação deve proporcionar rodas de conversa nas escolas, por intermédio de um programa nacional de conscientização dos alunos, evitando seu silenciamento e motivando maior conheciemento acerca do assunto. Assim, a realidade brasileira poderá ser diferente.