Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 30/05/2022
Pobreza menstrual é, basicamente, a falta de acesso aos itens básicos durante a menstruação, por falta de informação e dinheiro. Nesse âmbito, são muitos os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, visto que esse assunto ainda é considerado um tabu pela sociedade. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar dois pontos acerca do óbice apresentado, que são o receio de abordar o assunto com a família, amigos e outras instituições, como escola e mídia e também a falta de dinheiro para comprar um produto de higiene básico para as mulheres.
Nesse viés, primeiramente, é válido discutir sobre a menstruação, já que é um processo biológico e natural da mulher, para trazer importantes pontos que devem ser debatidos. Nesse sentido, o tema pode ser falado ao levar documentários para a sala de aula ou palestras, como o " Absorvendo o Tabu" um documentário indiano de curta-metragem, ganhador do Oscar 2019, por abordar de, forma simples, a questão da menstruação para as pessoas de uma comunidade rural da Índia, em que o machismo resulta na falta de produtos de higiene adequados e de informação sobre o assunto.
Por conseguinte, cabe analisar a falta de dinheiro como um sério problema para as pessoas que menstruam e não podem comprar produtos de higiene. Nessa conjuntura, segundo o jornal A Ponte, " No Brasil, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro calcula que as estudantes perdem até 45 dias de aula durante o ano." Dito isso, vê-se que o que é algo natural e deveria ser democrático para todos, se torna um problema de grande proporção. Dessa forma, o movimento GirlUpBrasil, da fundação ONU criado em 2010 visa levar absorventes para as pessoas em situação de precariedade, buscando, assim, a democratização desses produtos, de suma importância, para os indivíduos que passam por esse ciclo.
Portanto, é preciso combater os desafios relacionados à pobreza menstrual no Brasil. Para que tal feito seja realizado, é necessário que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos legalize a entrega de kits de higiene pessoal em todas as instituições que possuem pessoas que menstruam e não podem comprar, por meio de iniciativas de arrecadação e distribuição de produtos, em parceria com ONGs, para que esses indivíduos se sintam inclusos e tenham uma vida digna.