Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/06/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura que todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e em direito. Por outro lado, isso não é presenciado no corpo social brasileiro. Nesse sentido, é fundamental entender que a pobreza menstrual é fruto do descompromisso do governo com a população feminina. Por conseguinte, há a necessidade de criar políticas públicas para a solução do problema.
É indubitável, a priori, compreender que a escassez de projetos estatais que visem a saúde menstrual na sociedade contribui para a precariedade desse setor e para a continuidade do problema. Desse modo, o filósofo Jonh Rawls, em sua obra “Uma teoria da justiça” reitera que um governo ético disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos, promovendo igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Dessa forma, é compreensível que a penúria sobre a menstruação indica o retrocesso do país e prejudica saúde da mulher brasileira.
Destarte, uma comunidade justa necessita de leis eficientes para combater a pobreza menstrual que abrangem todos os grupos sociais. Sob essa ótica, de acordo com a fonte CNN Brasil, a maioria das meninas que não tem acesso a itens de cuidados menstruais nas escolas são negras. Nesse viés, a saúde básica, que deveria ser um direito de todos, acaba por ser privilegiada. Assim, mulheres pobres e pretas são o principal alvo do problema em questão.
Em suma, é indispensável a adoção de medidas que venham a amenizar o imbróglio. Nesse contexto, o governo federal, órgão administrativo do Brasil, deve atuar junto com o Ministério da Saúde, para a distribuição gratuita de absorventes por meio do SUS, Sistema Único de Saúde, a fim de promover uma vida saudável no meio feminino. Somente assim, mulheres brasileiras terão sua dignidade assegurada.