Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/06/2022
O artigo 5 da Constituição federal afirma que todo cidadão tem direito à saúde, educação, segurança, entre outros. Entretanto, hodiernamente no Brasil são muitos os desafios no combate à pobreza menstrual que afeta a vida de milhões de mulheres brasileiras. Dessa forma, os colaboradores desse imbróglio são a negligência estatal e o individualismo social.
Nesse contexto, nota-se que a inobservância governamental perante tal situação corrobora a perpetuação dela. Segundo o filósofo iluminista John Locke, o Estado deve manter um contrato social com a população para que haja o bem-estar dela. Contudo, esse acordo não está sendo efetivado, visto que, a União não investe em políticas públicas, como distribuição de absorventes em postos de saúde, para sanar esse problema. Por conseguinte, há tanto a exclusão da vida social e do mercado de trabalho quanto a exposição a várias doenças e infecções que podem acometer essas mulheres afetadas por essa prática desumana.
Outrossim, o individualismo social é outro fator que dificulta a resolução dessa questão. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer o homem toma como limite o seu campo de visão para determinar seu entendimento a respeito do mundo que o cerca. Nesse viés, depreende-se que a sociedade atual ignora a pobreza menstral devido ao fato de não ser muito divulgado pela mídia e muitas vezes estar distante da realidade de uma parcela populacional privilegiada, proporcionando a falta de integração dessas mulheres na sociedade.
Portanto, cabe ao Governo- na condição de máximo poder institucionalizado para atender às demandas sociais- fomentar investimentos em políticas públicas que promovam acesso aos materiais de higiene pessoal, por intermédio dos postos de saúde públicos e campanhas de distribuição, a fim de sanar essa questão. Ademais, commpete à mídia, veiculadora de informações, a obrigação de divulgar mais a situação atual do país referente a isso, por meio dos veículos de informações, com o fito de informar e concientizar as pessoas. Assim, o previsto pela Carta magna seria realemente cumprido.