Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/06/2022

Pobreza menstrual consta-se em não ter acesso aos materias de higiente necessários para passar pelo período menstrual. De acordo com tal fato, é visto que muitas mulheres brasileiras usam jornal, papel, folhas, panos ao invés de absorventes. Por isso, é necessário encontrar maneiras de combater a pobreza menstrual e promover políticas públicas para mostrar a realidade.

Nesse contexto, conforme dados fornecidos pela CNN Brasil, mais de 4 milhões de meninas não têm acesso à higiene menstrual, principalmente nas escolas. Desta forma, observa-se que a falta de acessbilidade aos itens básicos de higiene para a menstruação ainda está muito presente no Brasil, visto quase 1 milhão de meninas não têm acesso a água canalizada, segundo a CNN. Sendo assim, é importante achar meios para que os ciclos menstruais dessas meninas se tornem mais seguros e as mesmas tenham acesso ao básico, como absorventes, sabonetes, remédios.

Ademais, desde de 2014 a ONU considera o acesso à higiene menstrual como direito básico e questão de saúde pública. Entretanto, a precariedade desses itens de higiene ainda está presente no país, visto que muitas meninas não possuem nada para passar pela menstruação e muitas delas não têm o conhecimento necessário sobre ciclos menstruais, pelo mesmo ainda ser visto como “tabu” por boa parte da sociedade, ainda que seja algo natural. Desta maneira, é importante levar até a sociedade conhecimento sobre menstruação e combater a pobreza menstrual.

Desarte, consta-se que a pobreza menstrual ainda está presente no Brasil. Por isso, é dever do Ministério da Saúde distribuir gratuitamente absorventes e outros itens de higiene para toda população, colocando essa distribuição em hospitais, postos de saúde, escolas, comunidades, para que as mulheres que não possuem esse acesso, passem a ter. Por fim, é dever do Ministério da Educação educar a sociedade e tornar presente nas aulas a importância da menstruação, para que as meninas possam conhecer melhor o seu corpo e também quebrar todo estigma e tabu que vem acompanhado da menstruação. Assim, o Brasil será um país melhor e terá uma sociedade mais inclusa, onde as meninas têm acesso à higiene básica e conhecimento sobre seus corpos.