Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 15/06/2022
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher,(PNAISM), tem o dever de garantir o cumprimento das leis e a realização de ações de saúde de forma integral e gratuita às mulheres. Entretanto, mesmo diante de tantas garantias, uma grande parte das mulheres brasileiras encontram-se em situação de vulnerabilidade. A pobreza menstrual é um exemplo concreto disso, pois a ineficiência das políticas públicas de assitência a mulher e a falta de investimentos estatais, tornam o acesso básico a saúde difícil ou inexistente. Sendo necessário uma rápida intervenção para a solução dessa problemática.
Em primeira análise, de acordo com o jornal online Brasil Escola “cerca de 28% da população feminina sofre com a pobreza menstrual”. Nesse sentido, é perceptível que as políticas públicas destinadas à assegurar direitos de acesso a itens básicos de saúde da mulher são ineficazes. Tendo em vista essencialmente as mulheres que se encontram em situação de maior vulnerablidade, brasileiras em situação de rua, sem saneamento básico ou sem o mínimo conhecimento do próprio corpo, estão desamparadas em todo o país.
Outrossim, segundo uma pesquisa realizada pelo site Nosso blog, “a falta de investimento estatal na infraestrutura geral de saúde e higiene, corrobora significativamente para a pobreza menstrual”. Dessa forma, a falta de investimento estatal em saneamento básico, e oferta de produtos de higiene menstrual de forma gratuita, além de fomentar a situação de vulnerablidade, viola os direitos de dignidade humana. Desse modo, o estado é o fator determinante para sanar a problemática de insegurança menstrual no Brasil.
Portanto, é necessário, que para combater a pobreza menstrual no país, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Mulher, tornem as poliíticas públicas, já existentes, destinadas à saúde das mulheres mais eficazes por meio de fiscalização. Além disso, a parceria entre os dois ministérios deve destinar recursos financeiros direcionados a garantia de saneamento básico a população, assim como também destinar verbas as unidades básicas de saúde para a arrecadação e distribuição de kits de higiene menstrual mensal, a fim de assegurar dignidade as cidadãs do Brasil.