Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/06/2022

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas, todos os indivíduos são iguais em dignidade. Entretanto, a questão da pobreza menstrual no Brasil nega esse ideal. Tal cenário afeta a democratização do acesso à educação no país, o que reforça a desigualdade de gênero.

Primordialmente, a Constituição brasileira vigente afirma que a educação é um direito de todos. Porém, a falta de recursos financeiros para adquirir produtos de higiêne pessoal, como absorventes, afasta milhões de meninas da escola todos os meses. Sendo assim, se essas jovens perdem cerca de uma semana de aula todo mês, o prejuízo para seu aprendizado é significativo.

Em segunda análise, ao considerar que a problemática afeta diretamente a educação das meninas brasileiras, e não dos garotos, esse cenário reforça a desigualdade de gênero existente. De acordo com a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, nem todas as pessoas podem ser bem sucedidas quando metade delas é retida, o quê claramente ocorre com a questão da pobreza menstrual no país.

Portanto, cabe ao Estado promover a igualdade no acesso à educação, por meio da disponibilização de produtos menstruais nas escolas. Além disso, o Ministério da saúde deve implementar a distribuição de absorventes nas Unidades Básicas de Saúde. Com isso, a questão da pobreza menstrual será amenizada, e todos os brasileiros poderão gozar dos direitos previstos na Constituição.