Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/06/2022

A falta de acesso aos produtos de higiene pessoal para utilizar durante o período menstrual e o desconhecimento sobre o funcionamento nessa fase são grandes problemas de saúde pública. Isso porque, para pessoas que possuem útero, o acesso a itens básicos de higiene são indispensáveis para o uso diário nesse etapa. Ademais, simultaneamente, outra complicação é o fato da menstruação ser ainda um processo ignorado por muitos. É necessário entender tal problemática, para que tais pessoas sejam atendidas como um todo no Brasil.

Em primeira análise, segundo o levantamento feito pela marca de absorventes Sempre Livre, revela que cerca de 26% das adolescentes com faixa etária de 15 a 17 anos, não possui acesso a absorventes. Tal fato, mostra que uma grande parcela da população feminina, não tem o que utilizar para conter o fluxo sanguíneo decorrente dessa fase. Como também, a pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), indica que brasileiras perdem até 45 dias de aula por ano por não ter absorvente. Por conseguinte, fica claro como a desigualdade econômica é a causa principal dos problemas de saúde e psicológicos decorrentes da pobreza menstrual.

Outrossim, conforme o estudo feito pelas empresas de saúde Johnson & Johnson em parceria com os Institutos Kyra e Mosaiclab, de 2021, ressalta no qual 36% das mulheres relatam não compreender corretamente o ciclo menstrual. Destarte, a falta de conhecimento no assunto provoca dificuldades como, por exemplo: o preconceito e a vergonha durante relações interpessoais, e ainda afeta na saúde sexual dessas pessoas. Por conseguinte, a ignorância interfere negativamente na condição de vida da sociedade brasileira.

Portanto, é de responsabilidade do Governo Federal distribuir absorventes nas escolas públicas e nas unidades básicas de saúde, por meio de investimentos destinados a área da saúde, com a finalidade de diminuir a desigualdade social e melhorar a situação de higiene. Logo, as instituições escolares podem dialogar com os alunos sobre educação sexual e menstruação, mediante palestras, trabalhos interdisciplinares, para que o desconhecimento não prejudique a vida de tantas brasileiras e aumente a diferença social vista no Brasil.