Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 04/07/2022

Para o filósofo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim, nossa reação a elas”. Todavia, não é perceptível uma ação interventiva quanto a probreza menstrual, problema grave que aflige inúmeras mulheres, homens trans e demais pessoas com útero em estado de carência econômica. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas, dentre muitas, a lacuna educacional quanto ao tema e a ineficiência gorvamental que atinge a população.

Sob esse vipes, pode-se apontar como um fator determinante a falha no sistema de ensino. Para o pensador Kant, o homem resulta da educação que teve. Tal perspectiva aponta para um erro na base escolar quanto a educação menstrual, visto que ela influencia na formação pessoal da população. Logo, uma sociedade débil em certos quesitos prejudica a convivência social de cidadãos com útero. Assim, para que o homem melhore nessa questão, é preciso repensar a educação formadora.

Além disso, vale ressaltar que a omissão governamental agrava negativamente a problemática. Para o sociólogo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao combate a probeza menstrual, dado que a falta de ação política obriga mulheres no estado de probeza a não conseguir manter a higiene e cuidado pessoal adequada. Desse modo, para que o bem-estar citado por Hobbes seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Portanto, medidas são necessárias para combater os problemas discutidos. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a precariedade menstrual. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população afetada. Paralelamente, é preciso que ele venha a intervir na lacuna educacional presente no problema, com a realocação de investimentos para a área da educação sexual nas escolas. Dessa forma, será possível lidar da melhor forma com essa crise, como defendeu Bauman