Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 11/07/2022
O presidente Jair Bolsonaro vetou em 2021 o projeto de lei que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda. Nesse sentido, hà a ausência de prioridade do Governo Federal perante a saúde pública feminina, o que dificulta a qualidade de vida das mesmas. Assim, os desafios no combate a pobreza menstrual são acentuadas pelo tabu sobre o tema que promove a desinformação e a falta de assistência a essas mulheres.
Em primeira análise, o grande preconceito que permeia o corpo da mulher leva a desinformação sobre a menstruação. Isso ocorre porque a sociedade patriarcal ditou por muito tempo pudores e crenças sobre o corpo da mulher, como por exemplo regras de vestimenta escondendo o busto até a menstruação ser uma punição divina devido ao pecado original. Assim, a discussão sobre a saúde menstrual é recente levantada por mulheres no senado. Dessa forma, o tabu da pobreza menstrual dificulta o seu avanço na melhoria na saúde de tantas mulheres.
Por consequência disso, a falta de assistência e acesso aos produtos de higiene acentua cada vez mais o problema da pobreza menstrual. Isso ocorre pela ausência de fiscalização e renda governamental destinada para absorventes e tampões, já que muitas presidiárias e até estudantes pobres usam métodos alternativos como jornal, pano e até miolo de pão. Além disso, os postos de saúde distribuem gratuitamente preservativos para a contenção de doenças sexualmente transmissíveis, sendo a menstrual uma questão de saúde pública o foco deveria ser equivalente. Dessa maneira, a falta de estrutura para garantir o acesso a produtos de higiene agrava a pobreza menstrual.
Portanto, o grave problema da pobreza mentrual no Brasil deve-se ao preconceito sobre o tema e a falta de acesso aos recursos necessários. Assim, é necessário que as escolas conscientizem desde jovens sobre o tema para que tenham mais acesso a informação sobre higiene menstrual e projetos pedagógicos, por exemplo que mostrem os impactos da falta de higiene e seus riscos no período menstrual. Além do governo disponibilizar verbas para a compra dos materias e o estímulo de doações coletivas.