Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/07/2022
Entre os problemas sociais contemporâneos, a pobreza menstrual vivida por muitas brasileiras pobres tem-se tornado um desafio comunitário. Essa pobreza menstrual decorre de duas causas principais: da baixa condição de renda, bem como do preconceito em se falar sobre as necessidades fisiológicas naturais das mulheres.
A pricípio, a falta de recurso financeiro impede a compra de produtos para a higiene íntima de inúmeras mulheres pobres, o que contribui para a pobreza menstrual. Essa situação ocorre por conta da concentração desigual de renda, em que apenas 1% da população brasileira detém 95% da riqueza da nação- segundo o IBGE - sendo que boa parte da comunidade vive na linha da pobreza. Por conta disso, as mulhres com pouca, ou nenhuma renda, não possuem condições pecuni-árias mínimas para adquirirem produtos relacionados à higiene pessoal, tornando ainda mais penoso o cotidiano dessas brasileiras, pois sem higiene a saúde fica comprometida.
Ademais, em paralelo à falta de recursos, há um tabu na sociedade brasileira quando o assunto é sobre as necessidades íntimas femininas. Parece que ao se falar sobre menstruação, a comunidade está incorrendo em uma imoralidade de costumes, haja vista, até mesmo que para se referir a essa condição fisiológica tem que se utilizar de eufemismos, como " estar de chico “, por exemplo. Esse precon-ceito decorre de um passado machista, no qual as mulheres eram vistas como ob-jetos, cujas necessidades não merecem tanta atenção. Por conta disso, boa parte das mulheres sentem-se envergonhadas para buscar auxílio, tanto financeiro para comprar produtos de higiene, quanto de informações para lidar com a menstrução.
Portanto, cabe ao Executivo Federal auxiliar com recursos financeiros a com- pra de produtos de higiene íntimaàs mulheres mais pobres. Por meio de uma bolsa
menstruação, as mulhres que já possuem o Bolsa Família receberiam um acrésci- mo pecuniário, com a finalidade de suprir as necessidades íntimas. Além disso, as escolas podem tratar do assunto nas aulas, bebatendo sobre essa necessidade na- ral. Espera-se com isso, que o combate à pobreza menstrual vença de uma vez por toda esse problema social contemporâneo.