Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/08/2022
A Constituição Federal promulgada em 1988 tem como princípio básico o acesso à saúde. Contudo, a pobreza menstrual fere a legislação. Isso ocorre devido à falta de políticas públicas efetivas e a ausência de consciência sobre a desigualdade presente nos dias atuais. Dessa maneira, essa realidade constitui um desafio a ser resolvido, não somente pelos poderes públicos, mas também por toda sociedade.
Nesse contexto, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange a ampliação de investimentos direcionados ao combate a pobreza menstrual no Brasil, é uma das principais responsáveis pela manutenção dos empecilhos existentes na trajetória de mulheres e adolescentes. Isso acontece já que a ausência de investimentos para a compra de absorventes fazem parte da realidade enfrentada por essas pessoas. Desse modo, é possível verificar a inoperância do estado acerca dessa questão, verdade essa que retífica o não cumprimento de um dever previsto na Carta Maior Nacional e que, por outro lado, expõe a necessidade de mediante políticas públicas, mudar essa conjuntura.
Ao visar tal realidade, verifica-se que a sociedade não tem conhecimento do quão grave é a situação dessas mulheres, que são oprimidas por não ter condições financeiras de comprar produtos de higiene básico, como absorventes. Com o propósito de expor esse sofrimento, o documentário “Pandoras’s Box” de Rebecca Snow, retrata histórias de mulheres que são forçadas a faltar escola, ou até mesmo abandonar os estudos, por não ter acesso à absorventes.
Diante disso, com o objetivo de alterar ou minimizar esse cenário, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde sancionar leis, haja vista a distribuição de absorventes em postos de saúde ou até mesmo em escolas, para que assim mulheres de todas as classes sociais possam ter acesso aos absorventes. E assim colocar em prática um dos princípios básicos da Carta Magna.