Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 17/09/2022
No Brasil a pobreza está presente em vários âmbitos da sociedade, afetando os indivíduos do país de diversas maneiras. Dentre elas, existe a situação humilhante de pobreza menstrual e os desafios no combate dessa realidade insalubre, como o descaso político e a decorrente invisibilidade social.
A partir disso, tem-se o papel do descuido estatal. No viés abordado, são necessários projetos que viabilizem produtos íntimos gratuitos para pessoas desprovidas. No entanto, a falta de medidas direcionados a causa mostra como essa pauta não é vista com a importância devida pelas autoridades nacionais. Esse fato vai contra a Constituição de 1988, onde é explicitado o direito de saúde dos brasileiros e a função governamental em assegurá-lo. Tal panorama prejudica milhares de indivíduos expostos à pobreza menstrual, as quais acabam excluídos de espaços sociais como escolas. Logo, o descaso político é um desafio no combate à pobreza menstrual do Brasil.
Consequentemente, o desamparo político com essa realidade insalubre resulta na invisibilidade de uma parcela social. Isso ocorre, pois, pessoas em situação de pobreza menstrual não se sentirão dignas de medidas corretivas e acabarão por não procurar meios de visibilidade. De forma metafórica, esse panorama tem consonância com um princípio de Zygmunt Bauman: “a invisibilidade é equivalente à morte”, visto que a ocultação desses indivíduos os destina a uma jornada marginalizada, afastada de meios frequentados por pessoas com acesso a itens higiênicos. Assim, a invisibilidade social enfrentada por pessoas que menstruam é mais um empecilho de resolução do problema.
Portanto, é dever do Estado, instituição máxima de poder, assegurar o direito de saúde menstrual, por meio da criação de medidas federais destinadas à distribuição de itens higiênicos, a fim de contornar a realidade de pobreza menstrual de muitos brasileiros. Ademais, é preciso que o Ministério de Saúde, promova a visibilidade da parcela excluída, por intermédio de publicidades veiculadas em mídias e em escolas, com a finalidade de esclarecer sobre essa realidade insalubre e contrariar a exclusão dessa parcela. Desse modo, pode-se contornar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil.