Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 30/07/2022
No Brasil foi promulgada a lei que assegura a oferta gratuita de absorventes e outros itens de higiene às mulheres de baixa renda. No entanto, apesar do direito abordado, ainda se observam dificuldades associadas à condição precária da saúde menstrual no país no século XXI. Isso acontece devido, a falta de amparo governamental aliado ao tabu que a menstruação ainda é na sociedade. Portanto, discorrer sobre os desafios no combate da pobreza menstrual no Brasil é de importância social.
Nesse contexto, é relevante abordar que a negligência governamental é um desafio ao problema. Segundo dados do jornal CNN, mais de 4 milhões de mulheres não tem acesso a itens de cuidados menstruais nas escolas. Diante de tal fato, a pobreza menstrual expõe o descaso do poder administrativo do país em relação aos projetos que amparam jovens e mulheres nesse período. Dessa maneira, é visível a necessidade da aplicação de medidas para o enfrentamento da problemática.
Além disso, vale salientar que o tabu associado a menstruação impulsiona a temática. Segundo dados de uma pesquisa feita pela Johnson & Johnson, indicou que 39% das mulheres pedem absorvente emprestado como se fosse um segredo e muitas tentam esconder de alguma forma que estão menstruadas. Em síntese, os dados comprovam que o preconceito sobre o tema é um desafio para o combate á pobreza menstrual. Desse modo, a pobreza menstrual segue coberta pelo silêncio e a vergonha, visto que não é possível combater o que não é considerado como problema pela sociedade.
Portanto, é necessário que a conscientização quanto à pobreza menstrual se torne uma realidade para uma melhora do quadro. Nesse sentido, é importante que o Estado em parceria com o Ministério da Saúde, por meio dos projetos de leis já aprovados coloquem em prática a oferta gratuita dos produtos de higiene íntima da mulher nos postos de saúde e nas instituições de ensino, com o objetivo de ajudar a população feminina no período de carência. Ademais, cabe as escolas promoverem debates sobre a menstruação, através de palestras e rodas de conversa entre os alunos que proporcionem informação, a fim de acabar com o tabu social. Dessa maneira, com a concretização dessas ações, espera-se que a realidade acerca da pobreza menstrual no Brasil seja alterada.