Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 05/08/2022
O Brasil, embora haja avanços em inúmeras áreas, ainda é falho no que tange ao combate à pobreza menstrual. Isso é potencializado pelo fato do sujeito não reconhecer o problema como uma ocorrência frequente no país - seguindo manipulado e refém da alienação. Nesse contexto, é necessário destacar como a dificuldade de acesso à itens básicos de higiene no período menstrual fomentam a problemática, bem como, impossibilitam jovens de seguir com suas rotinas diárias.
Nesse sentido, é válido reconhecer como a dificuldade de conseguir itens básicos de higiene prejudica a mitigação do obstáculo, dado que os cuidados durante esse período podem custar até 30 reais por mês, isso para famílias que vivem na linha da pobreza se torna um custo insustentável. Sob esse prisma, a antropóloga Ruth Benedict afirma que a cultura é a lente pela qual a sociedade enxerga, isto é, o ambiente expõe os valores adquiridos no convívio social. Partindo desse pressuposto, inserido em um meio que, além de banalizar o problema, permite a sua continuidade, o cidadão tende a padronizar esse cenário como um fator normal - e lamentavelmente, o encadeamento da pobreza menstrual.
Por conseguinte, infere-se que a menstruação se torna um obstáculo no dia a dia dessas jovens, ao passo que o corpo social não vê com sobriedade a questão, assim como assimila a discussão como algo fútil a ser desconsiderado. Nesse viés, segundo a literatura barrosiana, especialmente sob a “teologia do traste”, é crucial que o indivíduo valorize as questões ignoradas pela comunidade, a fim de obter uma mudança na esfera social e, desse modo, um avanço da nação. Entretanto, observa-se que a população brasileira, frente ao dilema, não dá a devida relevância, ignorando o assunto e corroborando com a teologia de Manoel de Barros. Assim, se agrava o impasse.
Portanto, é necessário atenuar o quadro vigente. Para tanto, o Estado - responsável por manter a harmonia social - deve implementar projetos e ações sociais para a distribuição gratuita de absorventes menstruais. Essa medida será efetivada por meio do Ministério da Saúde - órgão responsável pelas políticas públicas de saúde- com a finalidade de que apobreza menstrual seja dissolvida. Dessa forma, o cenário outrora não será mais uma realidade nacional