Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/08/2022
“Eu vejo o futuro repetir o passado”, o trecho da música “O tempo não para” do artista brasileiro Cazuza, reflete sobre uma realidade que se faz presente tanto no passado, como nos dias atuais em nosso país. O problema envolvendo o combate à pobreza menstrual no Brasil é uma questão existente há anos em nosso meio, ameaçando a saúde da mulher e reforçando a desigualdade de gênero no país. E inegavelmente, precisa ser combatida.
Entre as faces do problema, destaca-se o uso de alternativas improvisadas como pedaços de tecidos ou até mesmo jornais, na tentativa de substituir os absorventes convencionais. No entanto, essas variações podem ameaçar a saúde íntima da mulher. Colaborando para a proliferação de micro-organismos, podendo causar doenças e infecções.
Ademais, é necessário ressaltar que, a falta de absorventes para tantas mulheres e meninas, influencia na formação escolar, bem como, na permanência destas em empregos. Já que, nos dias do período menstrual sem o uso dos produtos de cuidado necessários, elas preferem não sair de casa. Por conseguinte, tal situação acaba ampliando a desigualdade de gênero pré-existente na sociedade, de modo que, mulheres e meninas não concluem a formação colegial, logo, não serão facilmente contratadas em empregos formais, os quais os homens podem ocupar mais facilmente.
Em suma, apesar de iniciativas já terem sido tomadas, urge ainda, a exigência de uma resolução mais efetiva. Compete às Secretarias de Educação dos estados, levar o assunto à discussão para meninos e meninas em escolas, para que possam entender que a menstruação não precisa ser um tabu. Além de estratégias do Ministério da Saúde, junto a ONGs (Organizações não Governamentais) para a arrecadação e distribuição de absorventes para mulheres e meninas que enfrentam a pobreza menstrual. Tais iniciativas são importantes para deixar o problema no passado e caminhar para um futuro diferente.