Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/09/2022

Segundo os dados presentes no levantamento feito pela Unicef, divulgados pela CNN Brasil, quatro milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiene nas escolas; e mais de quatro milhões de adolescentes não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais. Desde 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera o acesso à higiene menstrual um direito que prescisa ser tratado como uma questão de saúde púlbica e de direitos humanos. Em vista disso, deve se por em pauta os desafios no combate à pobreza menstrual, como a falta compromiço do Governo Federal em atodar algumas políticas públicas que comtemplem a realidade de pessoa que possuem úteros.

No Brasil, onde a maior parte da população é mulher, a falta de acesso a itens de higiene basíca é assustador. A senadora Zenaide Maia, estima um gasto de mais de R$ 30 por ciclo menstrual. Ela destaca que, como quase 13% da população vive com menos de R$ 246 por mês, `` menstruar pode ser caro ´´. Se para a maior parte da população que menstrua os cuidados são apenas mais um hábito de higiene, para uma pequena, mas significativa, parcela desse público a realidade são condições

precárias de higiene, como a ausência de informação e a falta de acesso a itens básicos, como absorventes e coletores menstrais, que em circunstâncias desumanas são substituidos por materiais como jornal, pedaços de pano ou até mesmo folhas de árvores usados de forma improvisada para conter a menstruação.

Diante dos fatos apresentados, é necéssario falar abertamente com meninos e meninas sobre menstruação concientizando - os de que se trata de algo normal e que se faz presente no cotitiano de todos, mesmo que indiretamente. Promover iniciativas de arrecadação e distribuição para pessoas carentes de produtos de higiene menstrual. Além de cobrar dos orgãos competentes políticas públicas que buscam ajudar a melhorar (ou solucionar) a realidade de meninas e mulheres. Afinal niguém pediu para ter útero, nada mais justo do que dar o apoio necessário de que esses indivídos precisam.