Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/08/2022

Em outubro de 1998, a sociedade conheceu um dos argumentos mais importantes da história do Brasil. A Constituição Cidadã, cujo garante o direito o saneamento básico. Entretanto, o acesso ineficiente a ítens básicos de higiene no período menstrual impede que as brasileiras usufruam desse benefício constitucional. Com efeito a desconstrução do tabu, bem como a desigualdade social, são iniciativas capazes de fazer com que o problema seja tratado com a devido importância.

No seriado lançado pela Netflix, “Anne com E”, a protagonista passa por sua primeira menstruação e ao comentar com suas amigas e repreendida por elas, pois tratam como algo vergonhoso e censurado. De modo paralelo, na realidade o assunto também é tratado como um tabu, tornando-se um grande obstáculo. “O que os olhos não vêem o coração não sente” o advérbio popular da mostra de forma análoga, que sem informações não é possível que as jovens brasileiras consigam dominar tal assunto.

Além disso, a desigualdade social é outro grande fator contribuinte para a pobreza menstrual, sendo que de acordo ao IBGE, mais de 30 milhões de pessoas na nossa sociedade vivem em pobreza extrema, não tendo acesso à itens básicos de higiene como: absorventes. Muitas destas mulheres no período menstrual acabam recorrendo a pano velhos e jornais, correndo riscos de contrair uma infecção.

Portanto, para que possa resolver esse problema é indicado que o Ministério do Saneamento Básico acompanhe diretamente a lei da distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda, com o destino à uma lei executada. Além deste, é importante que o Ministério da Saúde se juntem a estes e promovam anúncios e campanhas por meio da mídia para conscientizar e informar a população sobre a distribuição.