Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 23/08/2022

Na série “Segunda Chamada”, em um dos episódios retrata uma mulher em situação de rua que é pega roubando rolos de papel higiênico para controlar sua menstruação. Analogamente, no hodierno cenário brasileiro, pode-se perceber que a questão do combate à pobreza menstrual é extremamente problemática. Isso decorre não apenas da desigualdade social, mas também da negligência estatal.

Primeiramente, convém analisar a desigualdade social, sendo uma das principais causas catalisadoras no combate à pobreza menstrual. Tal situação ocorre, pois, devido a situação caótica do país, muitas pessoas precisam escolher entre colocar um prato de comida na mesa ou comprar absorventes. Sob esse viés, segundo com o sociólogo Bauman “Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.”. Logo, é intolerável que o mesmo país que está criando carros voadores, uma tecnologia super avançada, ainda tenham pessoas sendo invisibilizadas ao ponto de não terem uma condição sanitária básica.

Ademais, é importante pontuar a negligência estatal relacionada a essa problemática. Isso acontece, porque, mesmo o estado sabendo do grande número de pessoas que passam pela falta de informações e acesso a itens de higiene menstrual, ele negligencia o seu dever de propiciar condições dignas para que todas as mulheres passem por esse período de forma higiênica. Nessa perspectiva, de acordo com Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel” ele afirma que a legislação brasileira é ineficaz, a qual possui uma boa elaboração, porém, não se concretiza na prática. Logo, o que o escritor afirma em sua obra materializa na realidade, visto que é direto de todo cidadão condições sanitárias básicas, e uma vez que o estado não cumpri, ele viola seu dever e os direitos humanos.

Fica evidente, dessa forma, que medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. A fim de modificar tal realidade, urge que o Governo federal, junto ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos- órgão responsável pela promoção de políticas e proteção dos Direitos Humanos no Brasil- combatem os desafios à pobreza menstrual no Brasil, por meio de campanhas educacionais e informativas e auxílio financeiro voltado para as condições sanitárias. Consequentemente, diminuindo a pobreza menstrual no Brasil.