Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 26/08/2022
Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que todo cidadão deve ter acesso aos pilares básicos para uma boa qualidade de vida. Porém, infelizmente, muitas mulheres não possuem aquisição a produtos de higiene voltados ao ciclo menstrual, por questões de vulnerabilidade. Diante disso, é necessário que medidas sejam tomadas para modificar essa situação.
Em primeira análise, sabe-se que eu uso de métodos para absorver a menstruação existem desde a antiguidade e, dessa forma, sofreram alterações com o passar dos anos. Em 2000 a.C no Egito, houveram os primeiros registros do uso de absorventes, em que eram feitos de papiro processado e eram inseridos dentro do canal vaginal. Já atualmente, são utilizados os descartáveis, no qual muitas mulheres não possuem acesso pelo fato de se encontrar em situação de vulnerabilidade financeira.
Ademais, segundo o site UNICEF.org, quase 200 mil meninas são totalmente privadas de condições mínimas para cuidar da sua menstruação, o que está diretamente ligado à variáveis envolvendo a desigualdade racial, social e de renda. Nesse caso, as famílias priorizam itens de alimentação e dedica uma fração menor para itens de higiene menstrual. E dessa forma, acabam utilizando itens, tais como papel higiênico e jornais, que podem prejudicar sua saúde causando infecções urinárias e dentre outros.
Desse modo, visto que essa problemática deve ser resolvida com urgência, o Governo deve criar projetos dentro das escolas, já que ela é uma ferramenta fundamental para a formação do cidadão, por meio de palestras pontuando a importância da higiene menstrual e distribuição de absorventes para alunas em situação de vulnerabilidade e, também, disponibilizá-los em postos de saúde para que todas as mulheres possam ter livre acesso por se tratar de uma questão de saúde básica. Com isso, espera-se que a pobreza menstrual seja reduzida e que todas possam ter acesso a itens de higiene voltados ao fluxo. E assim, as mulheres poderão ter acesso a esse pilar que é assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e tem uma boa qualidade de vida.