Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 29/08/2022

Os desafios para combater a pobreza menstrual no Brasil são muitos e de difícil solução, pois há variados problemas culturais e socioeconômicos. Nessa perspectiva, a falta de acesso gratuito a famílias de baixa ou nenhuma renda aos itens essências a sua saúde íntima e a carência de informação por meio das escolas, configuram as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que a pobreza menstrual é um retrato da desigualdade social, gerando assim a falta de acesso aos produtos de higiene básicos e ao saneamento. De acordo com dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) - 30% da população brasileira está abaixo da linha da pobreza, logo é evidente a insuficiência de recursos necessários para as mínimas condições de vida.

Ademais, cabe ressaltar que a estigmatização do assunto é um obstáculo cultural à solução do problema visto que o tema não é abordado com relevância em escolas de educação básica. Sendo assim, torna-se necessário reconhecer que esse processo resultou hoje na formação de crianças e adolescentes sem os conhecimentos fundamentais para usufruir dos seus direitos básicos.

Dado o exposto, fica claro que algo tem que ser feito para resolver esses desafios que afetam a saúde e educação de todos. Para isso, seria essencial que o governo realizasse campanhas de conscientização nas escolas sobre o tema através de políticas públicas para garantir a distribuição de produtos de higiene menstrual aos necessitados. Somente assim, as pessoas poderão usufruir de seus direitos como consta na Constituição Federal.