Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 04/09/2022
Pela Constituição de 1988, artigo 196, é dever do Estado assegurar a saúde e promover meios de reduzir risco de doenças e ao acesso universal e igualitário. Entretanto, há o tabu acerca da menstruação que impede esse direito de ser plenamente exercido. As políticas feitas majoritariamente por homens e a falta de informação prejudica milhões de pessoas com útero no Brasil e faz que a pobreza menstrual permaneça.
Em primeiro palno, a Constituição afirma que o acesso à saúde deve ser igualitário, portanto, pelo Sistema Único de Saúde é distribuido gratuitamente um produto masculino, a camisinha, mas o absorvente ainda não é, mesmo sendo um produto de higiene básica feminina. Por ser um produto que nem todas conseguem comprar, muitas vezes o uso de produtos improprios é feita, podendo causar danos na vagina. Mesmo sendo um problema para milhões de mulheres, os homens ainda são maioria na política e, por tabu ao assunto, não enxergam tal desafio e dificultam leis para fazer o absorvente virar um produto de higiene pessoal básica.
Em segundo plano, educação é necessária para auxiliar jovens a compreender que a menstruação é um processo natural do corpo feminino e não deve ser negligenciado. Deste modo, Immanuel Kant diz que o homem é o que a educação faz dele, a falta de uma conversa sobre o assunto faz que a vergonha permaneça e prejudique a auto-estima várias pessoas que menstruam.
Assim, muito ainda deve ser feito para diminuir a pobreza menstrual no Brasil. Desse modo, mais mulheres devem ser incluídas na política brasileira para assegurar que o direito da gratuidade dos absorventes e outros direitos femininos sejam garantidos. A educação deve ser usada para dismitificar o funcionamento do corpo feminino, professores devem conversar com seus alunos, meninos e meninas, para tirar a vergonha sobre tal assunto. Dessa forma, a pobreza menstrual pode ser reduzida e não afetar mas milhões de mulheres.