Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/09/2022
Em um episódio da série “Big Mouth” é retratada a primeira experiência de Jessi com a menstruação na classe de aula. Ao longo do episódio, percebe-se que não há nenhum item de higiene menstrual na escola e ela acaba tendo que se esconder, pois sua calça estava manchada de sangue. Infelizmente, a narrativa de Jessi assemelha-se à realidade de muitas brasileiras, na medida que, enfrentam a falta de suporte higienico em escolas e, também, pela falta de dinheiro, não conseguem manter-se abastecidas de absorventes.
Em primeiro lugar, sabe-se que a idade escolar de uma criança é até os 17 anos, e nesse meio tempo ocorre a primeira e contínua menstruação nas meninas. De acordo com dados de um levantamento da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de 4 milhões de meninas não tem acesso a um suporte higiênico íntimo nas escolas. Portanto, a chance de uma garota passar pelo período menstrual na escola é grande, e por isso é preciso que haja um maior amparo das autoridades em relação a saúde e higiene de todas as estudantes.
Além disso, o dinheiro também é um fator dominante no combate a pobreza menstrual. De acordo com a senadora Zenaide Maia, cerca de 13% da população não tem condição de manter-se alimentado, e gastar com itens menstruais torna-se dispendioso, uma vez que, a alimentação se torna prioridade. Ou seja, sem dinheiro suficiente para abastecer-se de comida, as famílias não conseguem ter acesso a outros itens necessários, como absorventes e coletores menstruais para as mães e meninas.
Portanto, é preciso que o Governo em parceria com empresas fabricadoras de itens menstruais, criem um projeto para que todas as mulheres tenham acesso a esses itens. Por meio da distribuição dos absorventes externos e internos e coletores menstruais, em unidades de saúde pública e em escolas, de forma gratuita. Dessa forma, espera-se que, a pobreza menstrual no Brasil diminua e mais mulheres e meninas tenham a oportunidade de sentirem-se amparadas e seguras em todos os ciclos menstruais.