Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/10/2022
No documentário “Absorvendo o tabu”, disponibilazado pela Netflix, é retratada a dificuldade de acesso à absorventes pelas mulheres indianas e como o tema é um tabu nessa sociedade.Tal como na obra cinematográfica citada, nota-se que no Brasil a pobreza menstrual é uma realidade e afeta uma parcela significativa da população.Nesse contexto, essa problemática persiste devido à negligência estatal e à falta de debate sobre o assunto. Desse modo, urge a necessidade de analisar o problema e buscar meios para solucioná-lo.
A princípio, a pobreza menstrual é fruto da desigualdade socioeconômica, porém perpetua-se devido à postura negligente do Governo.Segundo, o liustre pensador, Ariano Suassuna, o território nacional está dividido em dois países: o dos privilegiados e o dos despossuídos. A pobreza menstrual é um exemplo disso, pois a compra de absorventes pode ser considera um privilégio quando o orçamento das famílias carentes não dá nem para garantir o alimento. Diante disso, o Estado ignora a problemática ao vetar projetos de lei que buscam disponibilizar itens básicos de higiene para a população que menstrua. Logo, fica evidente a necessidade do Estado de atuar para combater o problema.
Ademais, falar sobre menstruação é um tabu no país, por conseguinte o problema da pobreza menstrual é invisibilizado.Nesse viés, as pessoas que menstruam não encontram espaço no ambiente social para falar sobre o tema e os problemas enfrentados no período menstrual, muitas vezes a falta de debate sobre o assunto faz com que essa parcela da população se sinta insegura e excluída, afetando o seu bem-estar, que deveria ser garantido como propõe a Constituição Federal de 1988. Desse modo, é notória a necessidade de debater esse tema a fim de trazer acolhimento e visibilidade para a questão.
Portanto, é necessário combater a pobreza menstrual e garantir o bem-estar social.Para isso,o Ministério da Saúde deve promover a disponibilização de absorventes gratuitamente por meio de posto de saúde e escolas, lugares com maior fluxo de pessoas, a fim de garantir à população um período menstrual com diginidade.Aliado a isso, o Minitério da Educação deve promover palestras sobre menstruação nas escolas, com vistas a combater o tabu envolta do assunto.