Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 12/09/2022

O artigo 7 da constituição prevê como essencial o acesso à higiene. Porém, fora do papel a sociedade feminina vive o dilema da falta de absorventes. Diante disso, é notório que para muitos o que é visto como item essencial, para outros não é alcançável, o que prejudica a integridade social. Sob essa óptica, é necessário avaliar os efeitos de sua falta, como o distanciamento escolar e o surgimento de doenças.

Diante desse cenário, a falta de absorventes distancia meninas da escola. Segundo site “o globo” cerca de 1,24 milhões de garotas não possuem acesso ao item de higiene menstrual. Em conse-

quência disso, ir à escola durante o ciclo é um desafio, uma vez que para o restante da classe que possui acesso ao absorvente, quem não possui é visto como anti-higiênico. Desse modo, surge o sentimento de vergonha e consequentemente a ausência do ambiente escolar. Nesse cenário o prejuízo educacional é vivenciado pelas estudantes, que mais tarde irá prejudicar melhores condi-

ções de vida, uma vez que a escola é o melhor modo de alcançar melhores condições financeiras. Desse modo, faz-se necessário que o estado distribua nas escolas meios de conter o fluxo menstru-al para assim garantir integridade na educação.

Outrossim, é importante salientar que a falta de absorventes na rotina das mulheres torna-se um problema de sáude. O documentário “absorvendo o tabu”, conta a história de uma iniciativa de criar uma maquina capaz de produzir e distribuir absorventes de baixo custo tornando acessível a higie-ne. Análogo a ficção o alto preço dos absorventes segrega a população baixa renda, uma vez que há outras áreas da vida que precisam ser priorizadas com o salário, como a alimentação. Assim, as mulheres passam a utilizar outros métodos de absorção do sangue, como folhas de jornal, que podem gerar inúmeras doenças infecciosas recorrente do grande número de bactérias presentes nesses meios, diminuindo a vitalidade. Sendo assim, é necessário iniciativas como a do documen-

tário citado acima, para que seja utilizado apenas métodos saúdaveis de saneamento pessoal.

Portanto, é notório que a falta de acesso ao absorvente prejudica as mulheres de vivenciarem o direito à higiene. Cabe ao ministério da educação distribuir absorventes nas escolas, para que aquelas que não têm condições de comprar possam utilizá-los, e assim desfrutar do ensino sem interrupções. Ademais, cabe ao ministério da saúde promover campanhas de arrecadação e distribuição de coletores na sociedade, como nos postos de saúde. Com o fito de garantir que as garotas tenham os recursos necessários durante o ciclo menstrual. Quem sabe assim, possa valer o proposto pelo artigo 7 da constituição e as mulheres sintam-se integridade da sociedade