Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 16/09/2022
A Constituição Federal brasileira de 1988, prevê a garantia dos direitos básicos dos indivíduos tais como a dignidade e a igualdade. Entretanto, tal conjuntura é falha a partir do momento em que à probreza menstrual se mostra de forma acentuada. Sendo assim, esse empecilho se apresenta por meio das falhas do governo em promover iniciativas que colaborem para igualdade e minimização da pobreza menstrual, bem como a falta de debate sobre a menstruação.
Em primeiro plano, pode-se destacar o papel fundamental do Estado na promoção de medidas sociais para a manutenção da igualdade social. Dessa maneira, John Locke, pai do liberalismo, entendia que deveria haver um pacto entre cidadãos e o Estado, e caso esse acordo fosse rompido haveria falha no contrato social. Nesse sentido, de maneira semelhante ao pensamento de Locke, a administração brasileira se torna falha quando relacionada ao combate à pobreza menstrual, isso porque as medidas tomadas ainda são insuficientes para minimizar a discrepância social relacionada ao acesso a produtos de higiêne para as mulheres. Logo, a falta de distribuição gratuita de absorvetes e oferta de sabonetes intímos, em ambientes tais como a escola, tornam cada vez mais distante o alcance da manutenção da igualdade social.
Além disso, assuntos relacionadas à menstrução são poucos debatidos. Nesse viés, Simone de Beauvoir, filósofa, refletiu sobre o conceito de invisibilidade social e relacionou que alguns grupos sociais são mais valorizados do que outros. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o assunto menstruação é pouco valorizado e debatido, tornando possível a construção de uma barreira social para o público feminino e assim muitas adolescentes e jovens sentem-se em estado de invisibilidade pelo Estado, visto que esse assunto é um tabu.
Portanto, o combate à pobreza menstrual merece maior destaque. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, instituir o projeto “Dismistificando a Menstruação”, esse deve ser aplicado por intermédio de uma equipe especializada, por meio da distribuição gratuita de absorventes e sabonetes intímos na escolas, como também é necessário que haja atividades, mensalmente, que busquem debater a menstruação. Assim, haverá um combate efeito à pobreza menstrual.