Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 26/09/2022

O documentário “Absorvendo o Tabu” da Netflix, mostra a realidade de mulheres indianas que por conta da pobreza menstrual ser presente na Índia Rural, produzem seus próprios absorventes e conquistam até mesmo a independência financeira. No entanto, esse problema também assola diversas mulheres brasileiras por conta do estigma em torno dessa questão. Assim, torna-se necessário analisar o cenário no âmbito histórico e social afim de entender as causas e consequências do dilema e por fim, encontras as devidas soluções.

Diante desse cenário, a cerca dos desafios no combate à pobreza menstrual, a dignidade humana é fragilizada, uma vez que, muitas mulheres são afetadas, principalmente as de classes sociais mais baixas. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, a exemplo da segurança social como saúde e acesso a itens que viabilizem essa segurança, tal qual os absorventes. Ocorre que, no Brasil, as mulheres vítimas da pobreza menstrual, estão distantes de vivenciar o benefício previsto pela Organização das Nações Unidas, sobretudo por conta da falta de políticas públicas capazes de garantir à dignidade dessas mulheres para que elas não tenham suas vidas prejudicadas.

Nesse sentido, vale ressaltar também como nos últimos anos as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade por meio do feminismo - um conjunto de movimentos políticos, sociais e ideológicos que têm como objetivo comum: direitos iguais. - No entanto, apesar dos significativos avaços, muitos desafios ainda são enfrentados pelas mulheres. Além do desconforto causado pelo sangramento periódico, a menstruação acarreta em gastos financeiros que nem todas as mulheres são capazes de arcar e por isso, as atividades como, trabalho e estudo podem ser prejudicadas devido a esse dilema recorrente no Brasil.

Dessa forma, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Por certo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, fornecer absorventes nos postos de saúde e nas escolas a fim de minimizar essa problemática. Por certo, com medidas a curto e a longo prazo, essa situação não será mais um problema presente na realidade das brasileiras.