Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/10/2022

De acordo com o Artigo sexto da Constituição Federal, a saúde é um direito social. Entretanto, o Brasil sofre com um grande problema relacionado à saúde. Concordante com uma pesquisa da ONU(Organização das Nações Unidas), no Brasil, pelo menos 25% das pessoas em período menstrual faltam à escola por falta de absorvente. Essa carência de cuidados na menstruação é chamada de pobreza menstrual. Desse modo, é importante apontar os principais fatores agravantes da situação, sendo eles a negligência governamental e a falta de discussão do problema.

Em primeira instância, é interessante analisar a frase do filósofo brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não tranforma a sociedade, sem ela tampouco muda”. O problema da pobreza menstrual não engloba apenas uma questão de saúde, mas tambem uma questão educacional, uma vez que a menstruação é um evento mensal, fazendo que a pessoa perca aulas todo mês. Nesse ambito, é evidente que há grande negligência governamental, sendo que a situação abrange dois grandes problemas sociais e ainda não foi resolvida.

Segundo a frase do filósofo alemão Arthur Shoppenhauer “Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde, com ela tudo se transforma em fonte de prazer”. Desse modo, é evidente que a pobreza menstrual também afete o emocional de quem sofre com esse problema. Embora atualmente discussões sobre saúde mental estejam em alta, o assunto da precariedade menstrual não tem sido devidamente discutido, assim, atrasando uma possível solução para o problema.

Em síntese, a pobreza menstrual engloba problemas de educação,saúde mental e física. Nesse cenário, é importante que o governo, com ajuda do ministério da saúde e educação interfiram na situação com intenção de resolve-la. Fazendo pesquisas escolares por meio de educadores, com intúito de selecionar estudantes que não tem acesso aos cuidados menstruais. Assim, distribuindo aos estudantes absorventes todo o mês. Dessa forma, todos conseguiriam ir à escola em período menstrual e ter seus direitos de saúde devidamente usufruídos.