Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/10/2022
A Constituição Federal de 1988 é um documento que,apesar da elaboração hodierna,possui representatividade internacional por sua vanguarda jurídica em garantir um corpo social justo e uma vivência digna a todos os brasileiros.No entanto,mesmo com a existência dessa estrutura normativa,a pobreza menstrual ainda é uma realidade na sociedade brasileira.Esse panorama lamentável ocorre não somente em razão da inércia governamental,mas também da omissão da população.Assim,torna-se fundamental analisar o assunto em questão.
Inicialmente,é importante destacar que a carência de investimentos em melhores condições de vida e de dignidade menstrual deriva da ineficácia do poder público,no que concerne à diminuição da disparidade social e à concretização de direitos básicos.Acerca disso,o filósofo inglês Thomas Hobbes afirma que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade.Dessa forma,percebe-se o quão improvidente é a máquina pública por marginalizar essa parcela da população e permitir a normalização dessas condições.
Ademais,é necessário salientar que,em famílias vulneráveis socialmente,a pobreza menstrual pode refletir em questões como o abandono escolar,tendo em vista a dificuldade em obter artigos de higiene menstrual e a forma negligenciada como o abandono dessas pessoas pelo governo é tratado na sociedade.Sob tal perspectiva,a teórica política alemã Hannah Arendt declara que a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.Logo,observa-se a má gestão governamental em não proporcionar meios de progresso e a inércia da população por não exigir esses direitos garantidos pela Constituição.
Dessarte,nota-se a necessidade de medidas interventivas para atenuar esse impasse no Brasil.Portanto,cabe ao Ministério da Saúde criar políticas públicas em prol da distribuição de absorventes e melhorar as condições de vida,através do direcionamento de verba para custear artigos de higiene menstrual e promover saneamento básico de qualidade.Outrossim,urge à população fiscalizar e divulgar projetos sociais que auxiliem essas pessoas,por meio das redes sociais.Assim,a fim de diminuir as desigualdades no país,contribuir com a educação brasileira e cumprir os direitos assegurados pela Constituição.