Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/10/2022
O artigo 6° da Constituição Federal afirma que são direitos sociais, a Educação, a Saúde, o Trabalho, Lazer, Alimentação, Moradia e Transporte. Porém na prática não é bem assim que acontece. Assim sendo, a pobreza menstrual no Brasil é causada não só pela falta de recursos financeiros mas também pela negligência do poder público. Nesse sentido, é necessário compreender os motivos que levaram a tais circunstâncias, atacando assim suas causas e não seus sintomas mais evidentes.
A princípio, vale ressaltar que o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro vetou em 2021 o projeto de Lei que tinha como objetivo a distribuição gratuita de absorventes, o que mostra ainda mais essa negligência. Desse modo a falta de Leis que ajudariam pessoas nesse quesito é preocupante. Haja vista que nem todas tem condições financeiras para arcarem com tal gasto.
Ademais, muitas alunas deixam de frequentar escolas por conta desse impasse, e famílias em situações mais precárias ao invés de comprarem absorventes, compram apenas o necessário para suas necessidades vitas. Dessa maneira, pessoas que menstruam passam a usar folhas, jornais, miolos de pães entre outras coisas para conter o sangramento. Por consequência, isso pode gerar doenças infecciosas se não ter uma devida higienização.
É evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem os desafios no combate a pobreza menstrual no Brasil. Assim, cabe ao Governo juntamente com o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliar o acesso a produtos menstruais, fazendo a distribuição deles em postos de saúde e nas comunidades mais carentes. Além disso, a criação de campanhas que tem por finalidade o incentivo a doações desses mesmos produtos. Essas ações tem por finalidade a diminuição do número de mulheres que sofrem com infecções causadas pela mal higienização e pela falta de recursos. Diante disso essa não seria mais uma realidade no Brasil.