Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 17/10/2022
Muito se tem discutido, a importância de meninas, mulheres, homens trans, ou seja, pessoas que possuem útero não terem acesso à absorventes. Como a estudante Hillary Gomes retrata que muitos não tem condições financeiras para a compra de pacotes de absorventes todo mês. As meninas passam por privatizações de itens de higiene pessoal em escolas, não tendo acesso a absorventes ou até mesmo sabonete. Assim fica claro que há muita pobreza menstrual no Brasil.
Em primeira análise, é importante notar que muitas pessoas não tem condições de comprar todo mês um pacote de absorventes.Com condições precárias, indivíduos com útero improvisam seus absorventes com jornal, pedaço de pano, folhas de árvores, entre outros, para assim conter o período menstrual. A Agência Senado afirma que quando cidadãos não tem dinheiro para o necessário, ou seja, alimentos do dia a dia, a compra de itens de higiene é um luxo. Logo, pode-se observar que os preços não são acessívies para todos.
Em segunta análise, deve-se avaliar que a falta de acesso gratuito de absorventes é considerado uma privatização dos Direitos Humanos. Segundo a estudante Hillary Gomes, foi notado que em postos de saúde é distribuido preservativos gratuitamente para a proteção de doenças sexualmente transmissíveis, mas isso não ocorre com produtos de higiene, como absorventes. Uma pesquisa realizada pela Unicef, mostra que cerca de mais de 4 milhões de meninas não obtêm acesso a recursos mínimos para cuidados menstruais em escolas e postos de saúde. Por causa disso é notório a falta de acesso gratuito de absorventes, assim aumentando a pobreza menstrual.
Portanto, fica evidente que com os preços não acessíveis e com a falta de acesso gratuito de absorventes, se torna um problema grave no Brasil. Por isso, é necessário que o governo libere o acesso gratuito de absorventes em postos de saúde para pessoas que moram na rua ou não tem condição de comprar. Isso deve ocorrer por meio de manifestações promovendo iniciativas de arrecadações de produtos de higiene para que assim tenha uma distribuição à todos. Assim será possível diminuir a pobreza menstrual no Brasil.