Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/10/2022
Na Idade Média, as mulheres eram vistas como impuras ou doentes por mestruarem, isso fazia com que fossem vistas com mais inferioridade. Dessa maneira, a história é congênere à pobreza mestrual brasileira. Nesse prisma, avulta-se dois aspectos relevantes: A falta de conpatilhamento sobre a menstruação e o preconceito existente na menstruação.
A priori, a falta de compartilhamento faz com que muitas meninas e mulheres não conheçam o próprio mecanismo do seu corpo . Segundo a filósofa Djamila Ribeiro, a luta é para que as mulheres sejam vistas como sujeitas, impondo sua existência. Sob essa ótica, a restrição sobre tal assunto precisa ser quebrado, pois, a falta de conhecimento, faz com que as mulheres se coloquem em situações desconfortáveis. A prova disso é o uso de termos como, “naqueles dias”, “virou mocinha” entre outros.
Ademais, é notório que o preconceito social dificulta a vida de várias mulheres, principalmente, àquelas em situação de vunerabilidade, fazendo com que o a higiene feminina seja negligenciadas. No ano de 2020, o jornal Fantástico da emissora Globo realizaram uma reportagem sobre a precária condição que as detentas sofrem, apresentando o caso da presidiária que usou miolo de pão para segurar o sangramento. Consoante a isso, a desigualdade existe até quando o assunto é as condições básicas de higiene, não só em presídios, mas também para mulheres de classe baixa e moradoras de rua, tornando a vida muito mais complicada.
Por fim, é de suma importância que o Ministério da Saúde e o Governo, amenizem tal situação. Urge que os absorventes sejam distribuidos de forma gratuita, como as camisinhas são, em lugares de fácil acesso para todas, que essa distribuição aconteça em orfanatos e presídios e que se fale mais abertamente sobre a menstruação nas redes sociais e televisão. Através de, investimentos financeiros e incentivo econômico para que o assunto se propague. Só assim as mulheres não seram menosprezadas como eram na Idade Média, quando a menstruação era sinônimo de doença.