Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 24/10/2022
Nas sociedades antigas,por não existir os absorventes,as mulheres passavam por situações extremas,como a falta de limpeza do sangramento menstrual.Nesse sentido,mesmo com todo avanço social e tecnológico,mulheres em condições subalternas ainda enfrentam esse obstáculo.Dessa forma,torna-se necessário ressaltar que o descaso governamental aliado à indiferença social são agentes que influenciam no problema.
Diante disso,é evidente que o descaso governamental funciona como um impulsionador da problemática em questão.Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes,“é dever do Estado garantir o bem-estar social do indivíduo”.Entretanto,a premissa do autor difere da realidade à qual muitas mulheres estão submetidas,posto que os governadores e prefeitos,por vezes,não apresentam medidas públicas efetivas com o fito de viabilizar o direito à dignidade menstrual de algumas mulheres em situações subalternas de cuidados menstruais.Desse modo,enquanto a negligência estatal se mantiver,o Brasil será obrigado a conviver com um grave problema da contemporaneidade:a persistência da pobreza menstrual.
Ademais,a indiferença social fomenta ainda mais o problema.Segundo o pensador Leandro Karnal,“o mal da cultura é tornar banal algo que não é”.Nesse viés,a citação de Karnal simboliza o comportamento da sociedade diante da pobreza menstrual,haja vista que muitas pessoas não dão a importância necessária ao problema,já que a habitualidade frente à questão a agrava no corpo social brasileiro.Consequentemente,essa idiossincrasia contribui para a manutenção do problema.
Portanto,são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática.Com isso,cabe ao Ministério do Desenvolvimento,responsável pela aplicação dos direitos sociais,em parceria com ONG’s,traçar estratégias que ofereçam a dignidade menstrual que todas as mulheres merecem,por meio de projetos e programas em lugares periféricos,onde a maioria das mulheres não tem condições de comprar absorventes,a fim de que todas possam ter o básico pra sobreviver e viver uma vida digna.