Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/10/2022
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se caracteriza pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na sociedade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pobreza menstrual apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto do silenciamento quanto da omissão governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Destarte, é de grande importância pontuar que a pobreza menstrual deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange a criação de mecanismos que solucionem o problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a omissão governamental faz com, que segundo a “CNN”, mais de quatro milhões de meninas não tenham acesso a itens básicos de higiene. Portanto, faz-se mister a reformulação dessa política estatal.
Ademais, é importante ressaltar o silenciamento como agravador do problema. De acordo com a filósofa contemporânea Djamila Ribeiro " é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas". As mídias de massa e o governo divulgam pouca ou nenhuma informação sobre o problema, dificultando o enfrentamento dele, e trazendo maiores consequências, como o desenvolvimento de doenças, já que sem higiene básica a propagação de bactérias aumenta. Portanto, urge retirar o silenciamento instaurado sobre essa questão.
Assim, a mídia como elemento persuasivo pode divulgar maiores informações sobre o assunto, a fim de conscientizar as pessoas acerca do problema. O Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que por intermédio dos Governos Estaduais será revertido em absorventes e outros, que através de doações e distribuição gratuita deverá ficar disponível para pessoas com útero que não tenham condições de comprá-los. Desse modo, atenuar-se-á, o impacto nocivo da pobreza menstrual, e a coletividade poderá alcançar a utopia de More.