Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/10/2022
O filósofo conhecido como Thomas Hobbes diz que o Estado possui o dever de garantir o bem-estar da população nos mais diversos âmbitos sociais. No entanto, é possível dizer que no Brasil existe uma triste realidade quanto ao acesso à meios de cuidados e de higiene mestruais. Sendo então necessário um debate centrado na desigualdade econômica e no tabu relacionado à mestruação.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o impacto da falta de renda de muitas pessoas resulta na probreza dos cuidados mestruais. O famoso ‘‘Índice de Gini’’ mede, em proporções internacionais, a desigualdade social presente em muitos pa-íses, em uma escala que vai de 0 a 1, sendo 1 o pior caso. Em vista disso, o Brasil é um dos piores colocados nesse ranking, mostrando a desigualdade que aflinge o país e evidenciando que as condições para a higiene da população que mestrua são cada vez mais escassas, dificultando o bem estar desses cidadãos. Logo, é visí-vel a necessidade de uma ação governamental para combater a pobreza mestrual que atinge uma grande parte da sociedade.
Além disso, os preconceitos que giram em torno dos cuidados mestruais aca-bam por invisibilizar as lutas por essa causa. Historicamente, posições de poder sempre foram ocupadas em sua maioria por homens, sendo possível apontar que causas que atingem populações que não desses, são parcialmente ou totalmente negligenciadas. Em vista disso, para além de uma questão política, existe também na sociedade tabus que tratam a mestruação como um problema e algo repulsivo e não como uma reação natural do corpo as mudanças hormonais. Desse modo, é vísivel que a questão da pobreza mestrual tem causas econômicas e sociais.
Em suma, é possível dizer que no Brasil existe uma realidade de falta de acesso à condições básicas que atinge milhares de pessoas que mestruam. Portanto, cabe ao governo federal , através da distribuição gratuita de absorventes mestruais, dar a possibilidade de pessoas com condições econômica mais frágeis a condição de cuidados básicos de saúde. Assim, para além de combater tabus com a mestrua-ção, o Estado cumpriria a sua função de garantir o bem-estar social, como o dito por Thomas Hobbes.