Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/05/2023
Pobreza consiste na vulnerabilidade econômica e social, de modo que inviabiliza as necessidades básicas e o bem-estar de uma parcela considerável da população. Nesse contexto, faz-se oportuno combater a carência de recursos de higiene enfrentada por diversas mulheres no período menstrual. Portanto, pelo usufruto dos direitos fundamentais, compete ao estado a responsabilidade de sanar tais desigualdades no Brasil.
De início, vale mencionar que a Constituição Federal de 1988 contempla um conjunto de normas que buscam conter a segregação e promover a saúde pública. Todavia, no que tange a efetivação do legislativo o governo é em muitas áreas negligente, de forma que muitas adolescentes são impedidas de frequentar as escolas pela falta de absorventes. Segundo Dacy Ribeiro, decorrente da escravidão foi instaurada uma grave distopia financeira no Brasil, a qual reflete a importância de equiparar os mais necessitados dos menos.
Ademais, outro fator que delimita o impasse é o alto preço de remédios para cólicas e absorventes no país. Segundo o romancista Victor Hugo, o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens, de maneira que beneficia poucos e sobrecarrega muitos. Nesse sentido, a indústria é permeada pela obtenção de lucro, o que tem impulsionado tal problemática e marginalizado inúmeras mulheres a uma situação desumana e inconstitucional. Logo, é importante encontrar o equilíbrio por meio da justiça.
Perante tudo isso, urge que o Governo, crie políticas públicas capazes de reiterar o compromisso com os direitos das cidadãs. Estas devem ser realizadas por meio de uma parceria público-privada com a Sempre livre, tornando o valor mais acessível para a população carente e também fornecendo absorventes nas escolas e postos de saúde, a fim de promover a retorno ao mercado de trabalho, aos estudos e à dignidade. Quiçá, será possível vislumbrar um país unido no combate à pobreza.