Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/11/2022

A probreza menstrual se caracteriza pela escassez de recursos básicos (como absorventes, sabonetes, água e papel higiênico), infraestrutura apropriada (banheiros estáveis, saneamento básico, ect) e conciência sobre o ato de mestruar (educação e quebra de tabus em relação ao tema). E, esse problema afeta diversas meninas, mulheres e homens trans no Brasil, tendo como principal causa a desigualdade social.

Por conseguinte, as mais afetadas pela pobreza menstrual são as jovens, as quais ainda dependem dos guardiões para adquirir absorventes. De acordo com a senadora Zenaide Maia, estima-se um gasto mensal no valor de 30 reais com produtos para cuidados com a mestruação. Além disso, ela aponta que quase 13% da sociedade brasileira vive com menos de 246 reais por mês, ou seja, comprar absorventes seria um ‘’luxo’’.

Ademais, conforme dados da ONU, em escala mundial, uma a cada dez meninas falta ao colégio durante o período mestrual. Enquanto, no Brasil, essa proporção aumenta: uma entre quatro alunas deixa de comparecer as aulas por não ter acesso a absorventes. Ainda, essas mesmas jovens não tem auxílio escolar, já que 4 milhões de garotas no Brasil sofrem com a abstenção de higiene nas instituições, além de absorventes, mas também sabonetes ou papel higiênico.

Portanto, cabe ao Governo Federal instituir políticas públicas para que se concretize o ensino de saúde sexual nas escolas, a fim de ensinar crianças e adolescentes sobre o ciclo mestrual e seus cuidados. Como também, o Estado deve disponibilizar verbas para a infraestrutura de banheiros escolares com o propósito de adquirir produtos de higiene e estabilidade aos alunos. Assim como, o governo necessita distribuir, gratuitamente, absorventes (de preferência aqueles com menos impacto ambiental) em postos de saúde, para que assim, realisando essa e as outras medidas citadas anteriormente, seja possível eradicar a probreza mestrual no Brasil.