Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/11/2022
Em sua obra " O Cidadão de Papel “, o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein di-sserta que, embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, pois apesar de ser um direito constitucionalmente ga-rantido, o acesso à higiene íntima para as pessoas que possuem útero se encontra violado, logo que, os desafios para combater à pobreza mestrual na sociedade bra-sileira deturpa os direitos retratados na obra " O Cidadão de Papel”. Esse panora-ma antagônico é fruto tanto da falta de acesso à meios de higiene íntima, quanto da condições financeiras necessárias para comprar obsorventes.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que essa situação deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que contro-lem tais recorrências. Nesse sentido, a falta de acesso à meios de higiene íntima co-mo, absorventes internos e coletores, é uma consequência direta da baixa atuação dos órgãos governamentais, visto que a ausência de políticas públicas como, a dis-tribuição gratuita de absorventes, coletores e calcinhas absorventes em hospitais, escolas e postos de saúde, não se encontra efetivada na sociedade brasileira. Dian-te disso, fica evidente que as pessoas que necessitam desses meios de saúde ínti-ma se encontra com os seus direitos à sáude deturpados.
Ademais, é importante pontuar a condição financeira como impulsionadora dessa problemática. Diante que, o custo de absorventes durante o ciclo mestrual é uma realidade que muitos brasileiros não consegue custear. Logo que as maiorias das pessoas que não possuem essa condição, não conseguem nem se alimentar balan-ceadamente e saudavelmente. Sendo assim, muitas famílias não possuem escolha de cuidar da saúde íntima.
Infere-se, portanto, que obstáculos devem ser superados para resolver essa reali-dade. O Governo deve distribuir absorventes para a conjuntura brasileira, por meio de órgãos públicos como, escolas e hospitais. Como também, deve visitar as famí-lias carentes, para que dessa forma, a distribuição seja feita de forma abragente e que englobe tanto o centro social, quanto as periferias. Por fim, seremos a socieda-de retratada na obra de Dimenstein.