Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/11/2022
No documentário “Absorvendo Tabu” é retratada a vida de mulheres indianas que fabricam seus próprios absorventes devido à pobreza e preconceito acerca do período menstrual no país.Dessa forma,no Brasil nao é diferente ,visto que existem desafios no combate à pobreza menstrual, em virtude da falta de informação e da negligência do Estado.Nesse sentido,faz-se imperiosa análise dessa conjuntura,com o intuito de mitigar esses impasses sociais.
Nesse aspecto,é relevante abordar,a princípio,que a falta de informação está diretamente ligada à pobreza menstrual no Brasil.Desse modo,segundo a Teoria da Ação Comunicativa ,do filosófo contemporâneo, Junger Habermas, a comunicação proporciona maior entendimento acerca da menstruação para a população,partindo de uma perspectiva que o dialogo é uma ferramenta de transformação.Entretanto,essa teoria não tem ecoado na prática, uma vez que a sociedade é desiformada e reproduz ,infelizmente,preconceitos e falácias, o que dificulta para as mulheres falar e combater sobre a pobreza menstrual como uma realidade brasileira.
Paralelo a isso,vale salientar a questão da ineficácia das entidades governamentais em garantir os direitos da população que menstrua.Sob essa aspecto,a Constituição Federal de 1988,documento mais importante do país,prêve,em seu art.6,direito a saúde como inerente a todo cidadão.No entanto,tal prerrogativa não tem se reverberado na prática,visto que a pobreza menstrual ainda está no cenário brasileiro, devido a falta de políticas públicas de distruibuição de produtos para mulheres em vulnerabilidade social,dado que a falta de absorventes e uso de outros produtos,por exemplo tecidos, causa problemas de saúde da mulher.Logo,fica evidente a inutilidade da máquina administrativa brasileira na resolução desse impasse.
Depreende-se,portanto,a necessidade de alterar esse quadro.Sendo assim, o governo federal-órgão responsável pela administração pública- deve promover campanhas de distribuição gratuítas de absorventes ,por meio de políticas públicas efetivas,com disposição para mulheres em situação de rua e meninas de escola pública.espera-se,com isso,diminuir a incidência desse fenômeno.