Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/11/2022

O acesso a absorventes e kits de higiene mentrual para as meninas e mulheres no Brasil, ainda é um desafio. As unidades básicas de saúde distribuem preservativos, mas, absorventes não estão disponíveis. Infelizmente, muitas mulheres precisam utilizar papéis, jornais e pedaços de tecidos, por exemplo, para conter a menstruação, o que se torna uma preocupação todo mês.

É importante lembrar que, 13% da população brasileira vive com menos de 245 reais por mês, considerando que um ciclo mentrual custe R$ 30, “menstruar sai caro”, afirma a senadora Zenaide. Usar jornais, tecidos e outros materiais aumentam o risco de contaminação e infecções na região íntima, e não deveria ser a única opção para as meninas e mulheres. Trata-se de saúde pública, deve ser considerado um direito,existem absorventes dos mais diversos modelos e tamanhos,porém, nenhum deles são encontrados nos postos de sáude. Por conta da falta de apoio relacionado a higiene, meninas faltam a escola, pois não tem acesso aos produtos necessários. Uma pesquisa da Unicef aponta que 713mil meninas não tem banheiro ou chuveiro dentro de casa, e isso diz muito sobre as condições delas.

No entanto, a organização não governamental Fluxo Sem Tabu, criada por Camila uma menina de 17 anos, tem o intuito de ajudar e distribuir kits de higienes para meninas e mulheres que precisam desse apoio. Calcinhas e absorventes são distribuídos por todo o Brasil. Além de palestras feitas para incentivar na educação menstrual, que também é uma aliada desse desafio. Por isso, se torna cada vez mais importante ter essas informações sendo compartilhadas, fazendo com que mais pessoas se mobilizem nessa causa.

Em suma, o desafio no cambate a pobreza mentrual é presente há muitos anos no Brasil, e cada vez mais deve ser cobrado ao Poder Legislativo, uma lei de obrigatoriedade para coletores, calcinhas absorventes, entre outros, nos postos de saúde, hospitais, em distribuições nas escolas e outros diversos locais públicos, para que mais mulheres tenham acesso.E dessa forma, tornar possível o combate a pobreza menstrual no Brasil.