Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 05/08/2023
Menstruação é o fenômeno em que ocorre a descamação da parede uterina porque não houve fecundação. Embora esse acontecimento esteja presente na vida de muitas discentes, uma parcela considerável não possui condições de comprar itens para realizar a higene no período menstrual. Certamente, isso compromete o bem-estar dessas pessoas e, por isso, é fundamental resolver o problema. Todavia, a precariedade da infraestrutura sanitária e a escassez de recursos na rede educacional dificultam a ação.
Primeiramente, em consonância com uma matéria pubicada pelo site jornalístico CNN, aproximadamente 900 mil meninas vivem em casas sem acesso à água encanada. Decerto, esse impasse dificulta a realização da higiene menstrual e , consequentemente, contribui para o surgimento de doenças, por exemplo, candidíase. Dessa forma, o presente infortúnio é uma questão de saúde pública.
Outrossim, os dados publicados pela CNN afirmam que mais de 4 milhões das estudantes não possuem acesso aos coletores menstruais nos centros educativos. Sem dúvida, esse impasse dificulta a limpeza corporal durante o ato de menstruar, fato que compromete a permanência das alunas nas escolas. Assim, esse despreparo dos centros educacionais é uma violação constitucional, visto que inviabiliza o acesso integral à educação.
Logo, urge a solução dos malefícios causados pela pobreza menstrual. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal ampliar o acesso à higienização. A realização do ato é viável, por meio do investimento em saneamento básico. É preciso construir redes para desinfectar a água e canalizá-la até as residências. Além disso, torna-se indispensável a democratização de absorventes, coletores menstuais e sabonetes nas escolas. Por meio dessas medidas será possível reduzir os impactos da problemática e fazer com que a pobreza e escassez de recursos não sejam fatores que limitem o usufruto social, conforme proposto pelo economista indiano Amartya Sen.