Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/04/2023
No filme “Carrie, a Estranha”, Carrie foi humilhada por suas colegas de classe após ter menstruado no vestiário da escola enquanto tomava banho. A protagonista não sabia o que estava acontecendo e não possuía nenhum absorvente para usar naquele momento. Essa realidade é mais corriqueira do que pensamos e infelizmente atinge a vida de milhares de brasileiras que se encontram em situação de vulnerabilidade e não possuem recursos suficientes para cuidarem da menstruação.
A pobreza menstrual é um assunto sério; contudo, não possui a visibilidade necessária, por isso passa despercebido por grande parte da população, que pensa que essa situação não acontece em nosso país. Ao contrário do que muitos pensam, diversas mulheres não têm condições financeiras para se cuidarem adequadamnete durente o período menstrual e utilizam papel, miolo de pão, algodão e trapos velhos para absorver a menstruação, colocando a saúde física em risco por conta das infecções vaginais que podem ser causadas por esses métodos.
Em segundo lugar, a falta de interesse governamnetal em questões ligadas à distribuição de itens como de higiene menstrual agrava o problema da pobreza menstrual no Brasil. Em 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro vetou a lei 14.214, que visava à criação de um projeto de Proteção e Promoção da saúde menstrual para distribuir gratuitamente absorventes para estutandes de baixa renda e pessoas pessoas em situação de rua. Ao impedir a criação desse projeto, o ex-presitende da república tirou a chance de muitas mulheres terem acesso ao mínimo necessário durante o período da menstruação.
Portanto, a população brasileira deve exigir de seus governantes, através de canais diretos, como a ouvidoria e a plataforma e-SIC, projetos de distribuição de produtos de higiene menstrual em postos de saúde e escolas públicas, para que as pessoas mais vulneráveis temham maior acessibilidade a itens básicos, como os absorventes menstruais.