Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 22/05/2023

A pobreza vem aumentando cada vez mais e por causa disso muitas mulheres e jovens não tem dinheiro para comprar absorvente, no lugar acabam usando jornal, pedaços de pano e folhas de árvores. A falta de aplicação de dinheiro no setor da saúde feminina é um desafio para combater a problemática da pobreza menstrual.

A pobreza menstrual traz consequências negativas em diversos setores da vida. Pode impactar a saúde quando pessoas que menstruam recorrem a materiais anti-higiênicos que aumentam o risco de evacuação. Também pode provocar constrangimento e estresse, além de prejudicar a vida escolar quando as meninas saem de ir à escola por estarem menstruadas. Moradoras de rua, mulheres que vivem em abrigos ou em campos de refugiados e pessoas em situação de pobreza são as populaçōes mais vulneráveis à esse problema. No Brasil estima-se que 23% das meninas entre 15 a 17 anos não tem condições financeiras para adquirir produtos seguros para usar durante a menstruação.

Como resultado da precariedade menstrual, meninas acabam faltando mais dias na escola durante a menstruação, o que pode prejudicar seu desempenho escolar.

As consequências disso a longo prazo são graves, pois com a educação comprometida, a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho se acentua. Dessa forma, as chances dessas meninas quebrarem o ciclo da pobreza e adquirirem autonomia financeira diminuem ainda mais. Como se não bastasse, a própria saúde física dessas meninas e mulheres é colocada em risco. Ao utilizar papeis, trapos, miolos de pão ou até mesmo reutilizar um absorvente descartável o risco de infecções urinárias e vaginais aumentam consideravelmente.

Um dos primeiro passos é normalizar a menstruação, afinal de contas ela é um processo natural do nosso corpo. Uma forma de fazer isso é acolher e informar meninas a respeito do tema antes mesmo da primeira menstruação. E os meninos também podem ser engajados no assunto desde cedo. Assim, as gerações seguintes poderão tratar a menstruação como ela deve ser tratada: com naturalidade e mais leveza! A educação, como sempre, é o principal caminho para eliminar de vez a pobreza menstrual e todo tabu e constrangimento sobre essa que é uma condição natural de uma parcela significativa da população.