Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 22/05/2023
No Brasil, 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio e mais de 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Além de privação de chuveiros em suas residências, 4 milhões de meninas sofrem com pelo menos uma privação de higiene nas escolas.A pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso a itens de higiene menstrual, falta de acesso a redes de saneamento (água e esgoto, principalmente) e falta de informações a respeito da menstruação e do ciclo menstrual. A ONU descreve a pobreza menstrual como um problema de saúde pública e de direitos humanos.Segundo a militante, a pobreza menstrual está para além da falta de acesso ao absorvente, trata-se de algo mais macro, que perpassa questão de saúde pública e dignidade humana. Além disso, não se restringe às mulheres carentes, mulheres que detém melhores condições socioeconômicas também acabam impactadas.Distúrbios menstruais – Menorragia. Polimenorréia: menstruação muito freqüente. Oligomenorréia: ciclos menstruais leves ou infreqüentes. Metrorragia: qualquer sangramento não menstrual, irregular, como em sangramento que ocorre entre os períodos menstruais. Segundo a ONU, falta apoio a pelo menos 500 milhões de meninas e mulheres para que tenham períodos higiênicos e seguros. Geralmente por não poderem comprar absorventesA dificuldade de acesso a serviços de água, saneamento e higiene adequados impactam diretamente, ocasionando a pobreza menstrual e consequentemente o desenvolvimento socioemocional, autoestima e autoconfiança. Além disso, a dificuldade da gestão menstrual adequada pode levar à evasão escolar.A pobreza menstrual é caracterizada pela falta de acesso à higiene pessoal durante o período menstrual, seja por falta de recursos financeiros, de infraestrutura ou até de conhecimento. Trata-se de um problema que é agravado por variáveis que envolvem a desigualdade racial, social e de renda.A educação, como sempre, é o principal caminho para eliminar de vez a pobreza menstrual e todo tabu e constrangimento sobre essa que é uma condição natural de uma parcela significativa da população.O termo “saúde menstrual”