Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/06/2023
O afastamento das adolescentes das escolas, no período menstrual, torna o desafio no combate à pobreza menstrual no Brasil, ainda mais delicado. Afinal, é na adolescência que ocorrem momentos decisivos no desenvolvimento dessas crianças, que estão em transição para a fase adulta. Pontanto, este fenômeno multidimensional e transdisciplinar, exige um enfrentamento igualmente complexo e multissetorial.
De acordo com a Constituição Federal Brasileira, em virtude de serem pessoas em desenvolvimento, é dever do estado assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde e à segurança. No entanto, a realidade precária que meninas em idade menstrual enfrentam nas escolas e dentro de casa, com a falta de acesso a produtos de higiene, saneamento básico, locais seguros e em bom estado de conservação, e, principalmente, apoio, demonstram a violação dos seus direitos.
Sobretudo, a falta de insumos e estruturas, aliada à falta de informação, contribuem com um processo de envergonhamento que limita a participação social dessas meninas, que, ao se omitirem, acabam perpetuando preconceitos no dia a dia, que são alimentados de mitos e tabus ultrapassados sobre a menstruação. Sendo assim, a necessidade do enfrentameno da pobreza, falta de educação e redução de desigualdades, incorpora urgência no tratamento deste problema e seus impactos nas gerações futuras.
Nesse sentido, é de suma importância que as sujestões legislativas, que já tramitam no Senado, sejam colocadas em prática com brevidade. Podendo então, atender às necessidades básicas de meninas, através da distribuição gratuita de absorventes. Assim como a distribuição de informativos sobre o assunto, dentro das escolas, tornando os estudantes mais familiarizados com a temática. Afinal, como diria o célebre ativista Nelson Mandela: “A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”