Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/08/2023
Na obra “Utopia” de Thomas Mores, é descrita uma sociedade imaginária, livre de guerras e inconformidades, com o objetivo de contrastar com a realidade repleta de anomias sociais. Assim, o que distancia-se da ideia do filósofo é a pobreza menstrual, devido à inobservância estatal e à desigualdade social. Por isso, torna-se uma problemática no Brasil, que deve ser evidenciada.
Nesse sentido, sabe-se que o acesso a ítens vinculados a higidez é de extrema importância para assegurar a qualidade de vida dos brasileiros. No entanto, o Governo Federal não oferece o suporte adequado às mulheres no que diz respeito a menstruação, visto que, baseado em uma estrutura machista, essa perspectiva não é visualizada como uma prioridade. De fato, tal atitude torna-se incompatível com a noção de saúde proposta pela OMS, que diz ser o estado de complemento do bem-estar físico, mental e social. Um exemplo disso, é a falta de dignidade menstrual vivenciada por diversas cidadãs, perante a ausência de iniciativas governamentais que faça acessível tal recurso.
ademais, a carência financeira corrobora para que adquirir absorventes não seja viável para todas as famílias que dispõem de uma figura feminina, na qual vivencia esse ciclo biológico. Dado que, diante de pouco recurso monetário, faz-se urgente a compra de alimentos, então, determinados produtos não recebem preferência. Portanto, é lícito mencionar um episódio da série “Greys Anatomy”, que retrata uma consulta beneficente, na qual a paciente utilizava-se de panos para cessar o vazamento menstrual. Sabe-se que essa narrativa é uma realidade para diversas mulheres, tendo em vista empecilhos, os quais impossibilitam a utilização de meios modernos.
Em suma, é de extrema urgência a adoção de medidas que amenizem o atual cenário. Dentre elas, por meio de verbas públicas, arrecadadas través de impostos, o Governo Federal, responsável em garantir o bem-estar social, deve desenvolver iniciativas solidárias a fim de distribuírem absorventes para famílias em condições precárias. Sendo assim, será possível fornecer tal recurso e diminuir a pobreza menstrual no Brasil.