Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/09/2023

O romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor inglês Thomas Morus, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de falhas. No entanto, tal obra fictícia mostra-se distante da realidade no tocante à pobreza menstrual, problema ainda a ser combatido no Brasil.Esse panorama lamentável ocorre em razão da negligência governamental, além da falta de visibilidade e da discussão do tema na sociedade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade de acesso à produtos de higiene menstrual básicos para a população.De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da negligência das autoridades, não há uma distribuição gratuita de produtos necessários no período menstrual para mulheres, meninas, e transgêneros que vivem em condições de vulnerabilidade social.

Além disso, a falta de visibilidade e da discussão do tema na sociedade também pode ser apontada como promotora do problema.De acordo com a Organização das Nações Unidas,ONU, desde 2014 a higiene menstrual é tratada como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Diante disso, é possível observar a pouca visibilidade do tema no Brasil, pois apesar de apresentar-se internacionalmente como direito de toda cidadã, não é amplamente discutido nas mídias, jornais e debates, sendo de conhecimento de poucos a incidência de um problema que afeta milhões de pessoas no país,e consequentemente, recebendo pouca visibilidade no cenário nacional da luta por igualdade.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Diante disso, é preciso que o Ministério da Mulher,da Família e dos Direitos Humanos, através das mídias sociais e das instituições de educação, promovam a discussão e a conscientização do tema, além da implementação de projetos sociais e leis que viabilizem o acesso a todas as pessoas com útero a produtos de higiene menstrual gratuitos, com o objetivo de garantir o acesso a serviços sociais básicos a toda a população.